“La muerte (o su alusión) hace preciosos y patéticos a los hombres. Estos conmueven por su condición de fantasmas; cada acto que ejecutan puede ser último; no hay rostro que no este por desdibujarse como el rostro de um sueño. Todo, entre los mortales, tiene el valor de lo irrecuperable y de lo azaroso.(…)”

Texto Fortuito (Nº 28)  Para Coleção Fortuita (Única – por enquanto)

Foi só depois da chuva que saí. Sentia o ar úmido querendo dizer alguma coisa, dizer aquilo. Precisava correr, fugir da notícia que se impunha, ser mais veloz que o acaso. E fui. Não ouvi nada – só um som inteligível ao longe, não dizia nada. Nada.

Já posso estancar. Estanco. Estanco o tempo, o fluxo, luxo, o ar daquele aparte de verão. Eis que ouço a voz que fala da voz que cala pela mão–que-bate-na-coxa e…

…silêncio.

Silêncio do intervalo… ou… do começo… ou…

… do fim.

“(…) Entre los Inmortales, en cambio, cada acto (y cada pensamiento) es el eco de otros que en el passado lo antecedieron, sin principio visible, o el fiel presagio de otros que em el futuro lo repetirán hasta el vértigo. No hay cosa que no esté como perdida entre infatigables espejos. Nada puede ocurrir uma sola vez, nada es preciosamente precario.”

(El Inmortal, Jorge Luis Borges)

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Uma resposta to “”

  1. marquito Says:

    vc viu que dia lindo fez hoje?
    eu só vi porque roubei um passeio no meio do expediente.
    saudades de nossas conversas estranhas.

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