“sem o jogo não há juiz / não há jogada fora da lei”

(O Exército de um homem só (I), Engenheiros do Hawaii)

Sinto um cheiro já antigo. Percebo, vem da lâmpada do abajur. Fótons que já iluminaram a mesma insônia noutras noites tão perdidas – pensamentos giratórios espanam a rosca da razão: obsessão. Insatisfeita com a preguiça de mates ensaiados, forjo um mundo mais ameno pelas lentes embaçadas num abraço.

Cercada pelas paredes do abismo onde envelheço sem pressa – depressa – abro mão de ser quixote. Pelos dedos escorre uma massa sangrenta que anuncia um novo fim – nono fio por se romper. O desenho das cartas jogadas pelo chão se contorce num bailado improvável – sem trilha sonora.


O medo passou por perto.


Silencio. Silêncio.

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