Na poeira calendário do meu plano de madeira fiz um traço, depois outro. Mais alguns e lá estava a sequência de letras disformes – ou talvez fossem números – escamoteando o sentido que eu jamais viria a desvendar. Horizontais cedidas – cedendo – ao oblíquo do estilo em movimento anunciado pelo transferidor que já trago de memória – adjunto ao compasso agudo que manipulo sem corpo sem cálculo sem fluido.

Improvisei novas perspectivas, requintei meu espetáculo pobre de formas nesse substrato discutível de imaginação oscilante sonolenta – o fôlego raro, que eu então forçava de leve como quem se esquece da tarde dedicado em reanimar uma bateria já morta, já posta num retiro de matéria sem função.

Sem ação.

Lembro-me de onde guardei uma flanela.

Nova urgência

substantivo apressado dispensando contextos.

Resta agora

resta um: laranja.

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Uma resposta to “”

  1. Junior Says:

    muito bom!!

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