“E acontece-me pensar que vivo contigo porque me sinto em paz no teu sótão, engolido pelas coxas separadas que me protegem do sofrimento e do medo. E ao escutar-te, ao sentir a tua impávida, animal respiração tranquila, convenço-me de que durarei, intacto, sem fim, a bordo do teu corpo, respirando o suor da manhã nos teus sovacos barbeados.”

(António Lobo Antunes, Auto dos danados)

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2 Respostas to “”

  1. Alexandre Kovacs Says:

    Oi xará tudo bem? Nada como o lirismo brutal de Lobo Antunes. Com relação a Budapest (o filme) é uma recomendação muito interessante para descendentes de húngaros, principalmente para os que não dominam o idioma como é o meu caso. Uma passagem que me chamou a atenção é quando o protagonista comenta que este idioma é como a passagem das águas de um rio, onde não sabemos onde termina uma palavra e começa a outra…

  2. Neusa Doretto Says:

    Volto a dizer que gosto do que leio. Não importa ,se seu ou não, é seu blog. Adorável.O cuidado que voce tem ao postar esses fragmentos lindos de morrer.

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