Archive for agosto \02\UTC 2009

agosto 2, 2009

Era assim então que eu me permitia, lasciva, impregnar-me de algo que era, em essência, ausência, uma recordação gasta por sóis e datas que eu rearranjava num puzzle de encaixes ambíguos,  inventava alguma continuidade quando só o que havia eram lacunas feitas de silêncio e espera.

agosto 1, 2009

Entre os tantos tons de cinza que eu vejo, crio recrio pra coleção de outono inverno ou pra viscosidade do calor de merda que ainda há de fazer por aqui, eu atravessava a cidade tentando voltar (voltar, juro) quando de repente uma variação: sinal verde – acelerei com gana.

Eu estava errada, amor.

Na perpendicular os velozes, cada qual no seu direito, direito de ir, de ir tão rápido quanto possível, de ir, de vir, vir de encontro a mim, vieram.