Archive for setembro \20\UTC 2014

setembro 20, 2014

Enquanto procuro me encontrar, meu bem, enquanto persigo uma sombra gasta que me escapa a cada bote, esqueço de ti.

Me afasto de teus carinhos com medo de enjaular-me em teu conforto – que jamais será meu, por mais que me ofereça a ele, que lho ofereça a mim.

Um cubo, esse teu amor.

Saí num susto – um soluço da vida – da masmorra em que seguia esperando. Cheguei à superfície e não pude sequer cegar-me com a luz: andei rumo a algo que, embora desconhecesse, já pressentia.

Andei sem levar comigo o cantil de água dos viajantes. Andei sem o deslumbramento que o caminho ocasiona aos atentos. Andei simplesmente. Só andei. Andei só.

Se não importava chegar, tampouco importava andar. Seguia uns passos autônomos que me guiavam pela vida de promessas de.

As respostas estão todas em você, era o que me diziam. Acreditei que podiam mesmo estar, mas continuei – continuo – sem ideia alguma de como acessá-las.

Anúncios