Archive for the ‘Empréstimos’ Category

maio 1, 2015

“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.“

José Saramago – Ensaio sobre a Cegueira

março 6, 2015

maio 25, 2014

“Muitos se recusarão a acreditar que uma criança de onze anos incompletos possa sentir dessa maneira. Não é para esses que escrevo, mas para aqueles que conhecem melhor o ser humano. O adulto, que aprendeu a converter em conceitos uma parte de seu sentimento, menospreza tais conceitos na criança, e termina por opinar que não existiriam também os sentimentos que lhe deram origem. De minha parte, posso dizer que poucas vezes na vida vivi e padeci tão intensamente como naqueles tempos.”

(Demian, de Hermann Hesse)

fevereiro 22, 2012

“Estranho como as coisas acontecem às vezes. Pode-se praguejar e rezar, falar pelos cotovelos e lastimar-se, e nada acontece. Então, justamente quando nos reconciliamos com o inevitável, uma porta falsa se abre, Saturno esquiva-se para outro setor, e o magno problema cessa de ser problema. Ou pelo menos assim parece.

Foi dessa maneira simples, inesperada, que Stasia informou-me um dia, durante uma ausência de Mona, que ia deixar-nos. Se não tivesse ouvido a notícia de seus próprios lábios, eu não teria acreditado nela.”

(Nexus, de Henry Miller)

setembro 7, 2011

maio 30, 2011

“A questão é que, no final, a vida de todas as pessoas é irredutível a qualquer outra coisa que não ela mesma. O que equivale a dizer: a vida não tem sentido.”

(A trilogia de Nova York, Paul Auster)

março 11, 2011

“Como eu temia por minha própria vida, executei minha infeliz vítima num estilo, se ouso dizer, ordinário e grosseiro. Essas questões de estilo ocupam cada vez mais meus pensamentos, desde que passei a voltar todas as noites ao terreno baldio, para ver se não deixei algum indício que, por causa de minhas obras, possa me trair. Na verdade, essa coisa que é venerada como estilo nada mais é que a imperfeição ou a falha que revela a mão culpada.”

(Orhan Pamuk, Meu nome é vermelho)

março 7, 2011

“Já vira que não era possível arranjar nada com a loira. Não tinha a menor possibilidade de aproximação. E Juan era suficientemente vivido para não sofrer por alguma coisa que estivesse fora de seu alcance.”

(John Steinbeck, O destino viaja de ônibus)

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janeiro 2, 2011

“Desde minha fuga, era calando minha revolta (tinha contundência o meu silêncio! tinha textura a minha raiva!) que eu, a cada passo, me distanciava lá da fazenda, e se acaso distraído eu perguntasse ‘para onde estamos indo?’ –  não importava que eu, erguendo os olhos, alcançasse paisagens muito novas, quem sabe menos ásperas, não importava que eu, caminhando, me conduzisse para regiões cada vez mais afastadas, pois haveria de ouvir claramente de meus anseios um juízo rígido, era um cascalho, um osso rigoroso, desprovido de qualquer dúvida: ‘estamos indo sempre para casa’.”

(Raduan Nassar, Lavoura arcaica)

dezembro 15, 2010